O número de empresas que exportaram pela primeira vez dobrou no Brasil em 2016.
Foram 4.843 novas exportadoras no ano que passou, alta de 149,25% em relação às 1.943 estreantes em 2015.
Os dados foram compilados pela Investe São Paulo, a agência de promoção de investimentos e competitividade do estado, com informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).
Quase todas essas empresas estreantes no mercado externo começaram com remessas mais modestas: 93,6% das brasileiras e 95,4% das paulistas exportaram menos de US$ 1 milhão.
Em 2016, mais de 65 mil empresas operaram no comércio exterior, rendendo números expressivos na balança comercial.
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“O quadro reflete um dos ensinamentos que procuramos passar às empresas, que é o fato de que é sempre interessante começar a exportar aos poucos. Nossa expectativa, inclusive, é que o ano de 2017 feche com um número mais expressivo de empresas que fizeram remessas maiores, tendo debutado em 2017”, diz o diretor da Investe SP, Sérgio Costa, por meio de nota.
Com o aprofundamento da crise na economia brasileira, é natural que as empresas tenham olhado mais para fora para compensar as perdas internas.
O comércio varejista brasileiro, por exemplo, teve o pior ano da sua história em 2016 com recordes de fechamento de lojas, de demissões e de queda nas vendas.
O olhar mais internacional também foi favorecido pelo novo patamar do câmbio, com a desvalorização do real nos últimos anos.
A Investe SP também cita ações que promoveram a exportação pelo programa SP Export, em convênio com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
Entre elas estão o Poupatempo do Exportador, com atendimento in loca a empresas, e duas missões comerciais ao exterior (Peru, Colômbia e Argentina), com a participação de mais de 200 empresários.
O volume total de exportações brasileiras caiu ligeiramente em 2016, mas como as importações caíram muito mais, a balança comercial registrou o melhor resultado da série histórica iniciada em 1989.
Já o número total de exportadoras em 2016 acabou sendo o maior da série histórica, tanto no estado quanto no país.