Em um país onde adoecer se tornou rotina, com 472.328 afastamentos por transtornos mentais em 2024 (dados INSS), com crescimento de 68% em relação ao ano anterior, onde 94% dos fundadores de startups já terem enfrentado alguma doença mental — e 85% relatando ansiedade crônica (Estudo Endeavor 24) — ainda há quem comemore a prorrogação do prazo final da norma que protege a saúde de todos.
Isso não é estratégia. É uma autossabotagem corporativa.
O governo pode adiar prazos. Mas não adiar consequências.
A Portaria MTE nº 765/2025 prorrogou para 25 de maio de 2026 o prazo final de obrigatoriedade com para as empresas iniciarem a gestão dos riscos psicossociais, conforme a nova redação da NR-01.
Mas não há o que comemorar.
- Em 2024, o Brasil registrou 472.328 afastamentos por transtornos mentais. (INSS)
- O impacto econômico foi de R$397,2 bilhões em prejuízos empresariais. (Fonte: FIEMG / Valor Econômico)
- O país ocupa a 62ª posição em saúde mental num ranking de 64 países. (Fonte: OMS via Exame)
“A postergação da obrigação não autoriza omissão nem valida impunidade. Os problemas são reais.” — Paulo Isan Coimbra, Desembargador, gestor regional do Programa do Trabalho Seguro, do Conselho Superior da Justiça do Trabalho – CSJT. (Fonte: Podcast Laborando, TRT-8)
Quando adoecer vira regra: Se os fundadores estão adoecendo, o que esperar da equipe?
O estudo da Endeavor e BID Lab (2024) mostrou que:
📉 94,1% dos fundadores de startups já enfrentaram alguma condição de saúde mental.
😰 85,6% relatam ansiedade.
🔥 37% já tiveram burnout, 21% depressão, 22% ataques de pânico.
🕐 64,4% trabalham mais de 50h por semana.
🧨 E entre os que trabalham mais de 80h, 66,7% dizem viver sob estresse extremo.
“Empreender é solitário, com pressão para não falhar e pouca gente para dividir os problemas.”
— Robson Privado, MadeiraMadeira.“O bem-estar é a base para o impacto que eles desejam gerar.”
— Camilla Junqueira, Diretora-Geral da Endeavor.
Adoecer é mau negócio. E a ciência comprova.
A EBSERH, ligada ao Ministério da Educação, reforça:
“Funcionários com saúde mental preservada são mais produtivos, criativos e colaborativos. Ambientes tóxicos geram conflitos, faltas e alta rotatividade.”
Já a matéria da Revista Exame publicou:
“A saúde mental é fator essencial para o sucesso profissional. A falta de equilíbrio afeta decisões, visão estratégica e relacionamentos — até mesmo entre executivos sêniores.”
Então por que empresários e gestores comemoram a postergação do prazo limite de uma norma que protege seu maior ativo: as pessoas?
“Sim, estou doente. Mas agora não sou mais obrigado a me tratar.”
Isso é gestão? Ou fuga?
A NR-01 não inova: Ela apenas formaliza o que já era obrigação
Muitos gestores interpretaram a nova redação da NR-01 como algo “revolucionário”. Mas, na prática, o que ocorreu foi a consolidação de deveres legais já em vigor, com base em normativas anteriores e na própria Constituição.
“A inclusão dos riscos psicossociais na NR-01 reforça a cultura de melhoria contínua. O conceito já estava previsto na NR-17.”
— Priscila Kirchhoff, advogada e sócia do Trench Rossi Watanabe.
(Fonte: Valor Econômico, 16/05/2025)
A NR-17, que trata da ergonomia no trabalho, já obrigava o empregador a observar fatores organizacionais e psicossociais nas condições laborais.
A diferença agora é que a NR-01 torna esse comando ainda mais explícito e auditável, estabelecendo um marco claro para fiscalização e responsabilização.
“O empregador já é obrigado a identificar, monitorar e agir diante de riscos psicossociais.”
— Viviane Forte, coordenadora-geral de Fiscalização em SST do MTE.
(Fonte: MTE, nov/2024)
O entendimento jurídico também é pacífico: o art. 157 da CLT, o art. 7º, XXII da Constituição Federal e a Lei nº 14.831/2024 já impõem ao empregador o dever de preservar a saúde física e mental do trabalhador.
Assim, não há inovação, mas reafirmação de obrigações já estabelecidas.
O próprio Desembargador Paulo Isan Coimbra, do CSJT, foi categórico:
“A postergação da data da obrigação não autoriza omissão nem valida impunidade. Os problemas são reais, e outras leis já responsabilizam as empresas.”
(Fonte: Podcast Laborando, TRT-8)
Portanto, celebrar a postergação da norma é ignorar o dever legal já existente — e adiar a solução de um problema que cresce a cada dia.
A nova NR-01 é um espelho da realidade: os riscos psicossociais não surgiram com a lei — eles apenas ganharam nome, protocolo e penalidade clara.
Esperar é risco. Agir é liderar!
Quem espera até 2026:
❌ Perde talentos.
❌ Aumenta o passivo trabalhista.
❌ Sofre com absenteísmo e clima tóxico.
❌ Compromete a imagem institucional.
Quem age agora:
✅ Protege líderes e equipes.
✅ Cria diferencial competitivo e reputacional.
✅ Cumpre a legislação e evita sanções.
✅ Aumenta lucro com bem-estar organizacional.
Segundo a Harvard Business Review, cada R$1 investido em saúde emocional retorna até R$6,30 em produtividade e retenção de liderança.
Como liderar de forma sustentável?
- Crie Cultura de Bem-Estar:
Ambientes saudáveis atraem e retêm os melhores talentos.
- Diagnostique com Ferramentas Sérias:
Formulários genéricos não bastam. O uso de soluções como do Programa SAUDEANERGIA da Digital Medicina garante análise técnica, auditoria e plano de ação real.
- Treine Lideranças em Saúde Emocional:
A nova competência-chave do líder é saber cuidar do time e de si mesmo.
- Monitore Indicadores com Inteligência:
Absenteísmo, conflitos, satisfação — tudo pode (e deve) ser acompanhado.
- Implemente Soluções Validadas:
O Programa SAUDEANERGIA da Digital Medicina entrega:
- Telemedicina 24h (psiquiatria, psicologia, nutrição).
- Integração com NR-01, NR-17 e Lei nº 14.831/2024.
- Indicadores gerenciais e certificação funcional para a empresa.
A liderança se prova com a decisão certa — mesmo sem obrigação formal
Se você cuidar bem das pessoas, elas cuidarão bem do seu negócio.
Liderar agora é antecipar o que todos serão obrigados a fazer em 2026 — e colher os frutos desde já.
Postergar é ficar para trás. Adoecer é caro.
Saúde mental é lucro, reputação e legado.
Marcus Tatagiba
CEO da Digital Medicina
LinkedIn
Leonardo Jorge Cordeiro de Paula
Diretor Médico da Digital Medicina
LinkedIn